Diário do webspaço

Thursday, December 28, 2006

28/12/2006: Rio de Janeiro - A cidade do sangue - A derrota final da sociedade e a vitória do crime


Em 2 anos de multiply, minha conta foi recheada de blogs onde relato a perceptível derrocada da sociedade frente ao banditismo.
Há muito afirmo: O crime venceu. A sociedade perdeu.
Na madrugada de hoje, 26/12/06, a sociedade carioca acordou banhada em sangue e barbárie. Uma disputa entre "milícias" formadas por policiais e bombeiros que expulsou traficantes das favelas, e os traficantes usou a população civil honesta como sua vítima. Uma verdadeira cena de horror:
Onibus queimados
Delegacias atacadas
Patrulhas atacadas
Civis mortos. Alguns carbonizados VIVOS.
Ajoelhada em sua impotência e humilhada por não poder reagir, a população só pôde sentir medo e fugir pra casa. Só que em suas casas, lá só há refúgio. Não há segurança em nenhum lugar.
A governadora em seu autismo político afirma estar tudo bem.O prefeito e seu histrionismo, se aproveita da situação para falar sandices que nada ajudam, o presidente promete ajuda, a governadora recusa, pois sua plataforma política interessa mais que a vida de qualquer pessoa.
Agora, a noite cai e o medo reacende. Talvez reacenda ónibus queimados ou inocentes trucidados.
Não há o que fazer. A não ser rezar.




Monday, December 25, 2006

Rede Globo responde à carta do jornalista Rodrigo Vianna

do site Carta Maior

IMPRENSA



Rede Globo responde à carta do jornalista Rodrigo Vianna



Em
correio eletrônico divulgado por sua assessoria de imprensa, o chefe de
jornalismo da Rede Globo em São Paulo, Luiz Claudio Latgé, respondeu à
mensagem do repórter Rodrigo Vianna.







SÃO PAULO - Em correio eletrônico enviado à redação da Carta Maior na
tarde desta quarta-feira (20), a assessoria de imprensa da Rede Globo
divulgou a resposta do chefe de jornalismo da emissora em São Paulo,
Luiz Claudio Latgé, à mensagem do repórter Rodrigo Vianna. Assim como a
mensagem de Vianna, o texto de Latgé foi enviado internamente aos
funcionários da Globo. Na tarde de terça, depois de ter acesso à carta
de Rodrigo Vianna, a Carta Maior solicitou uma entrevista com Latgé, mas não foi atendida.

Leia abaixo a íntegra da resposta de Luiz Claudio Latgé:

O
repórter Rodrigo Vianna foi informado hoje de que o contrato dele, que
termina dia 31 de janeiro, não será renovado. A comunicação com um mês
de antecedência é uma exigência do contrato. Está claro que o Rodrigo
preparou-se para este momento, a ponto de ter uma longa mensagem pronta
a ser divulgada. Os motivos da não renovação nada têm a ver com a
cobertura das eleições, como ele especula. Em respeito a ele, jamais
pretendi torná-los públicos nem farei isso agora. Rodrigo, porém, nem
os quis conhecer. Ao ouvir de mim que o contrato não seria renovado,
saiu intempestivamente de minha sala e enviou um e-mail para a Redação.


Rodrigo deve ter pensado que poderia encontrar no ataque aos
colegas e na mentira uma saída nobre. Com essa atitude, ele pareceu
querer se defender de acusações que jamais passaram pela nossa cabeça.
A pergunta que fica é a seguinte: se a integridade dele é tão elevada,
como ele supõe, por que não se demitiu anteriormente, convivendo
durante meses com uma situação que ele classifica de insuportável? Não
o fez porque tinha como certo que seu contrato seria renovado. Para que
não perdesse o emprego por motivos menos nobres, preferiu repetir,
quase literalmente, acusações que jornalistas mal-intencionados já nos
tinham feito. Talvez tenha pensado que, assim, sairia como mártir. Deu
a entender que partiu dele a iniciativa de sair, quando na verdade
todos os sinais que emitia eram de que queria ficar. Lamento que tenha
perdido o equilíbrio e tentado transformar um assunto funcional interno
numa questão política, que jamais existiu. Sinto não ter percebido
antes que, intuindo que poderia ser desligado por outros motivos,
construa essa "justificativa política", sem base na realidade. Foi um
comportamento indigno. E não é justo com o trabalho de todos deixar sem
resposta as críticas que ele nos faz.

Fizemos uma cobertura
eleitoral intensa e democrática, com a abertura de espaços em todos os
nossos telejornais para todos os partidos, que mais de uma vez
reconheceram nossa isenção e a importância do serviço prestado ao
público. Não inventamos uma pilha de dinheiro na mesa da Polícia
Federal. Já saímos a público antes para refutar estas teorias
conspiratórias produzidas por grupos políticos e jornalistas
descompromissados com a verdade.

Nosso noticiário em nada foi
diferente dos demais veículos de imprensa de importância. De setembro a
outubro, demos 20 reportagens sobre Abel Pereira e Barjas Negri. Todos
os assuntos foram investigados, sim, e noticiados segundo o seu grau de
relevância. Tudo o que fizemos foi exposto ao juízo do público em
nossas edições diárias. Nossa isenção jornalística foi elogiada em
artigos até por veículos de grupos concorrentes.

Não há nada
em nossa conduta ou em nossas decisões editoriais que tenha nos
afastado do bom jornalismo e muito menos que nos envergonhe.

A
confusão de idéias que o Rodrigo Vianna expressa deve ter razões
pessoais e compromissos que não nos cabe julgar. Peço desculpas aos
colegas pelos ataques e ofensas por ele dirigidos.

Luiz Claudio Latgé



Saturday, December 02, 2006

Algoritmo

Algoritmo


sua matemática não tem resultado

nenhum resultado é concreto

tudo que fiz deu errado

os dados foram cruzados

considerados incorretos



a parábola de suas convicções

gerou hipérboles de decepções

suas novas intenções

formam gráficos de desilusões



a razão direta da proporção de sua incerteza

forma o arco convexo de sua beleza

a derivação limite de sua sinceridade

aplicada a raiz quadrada de sua verdade

é o produto final de sua liberdade



o amargor da desilusão

somado ao desatino perfeito

da subtraçao do desejo

é o martírio do ensejo

de ser em vão o que foi feito

evidenciada na resposta com precisão



seu gesto finaliza a questão

a lógica do amor não tem explicação

nem sob a luz da mais perfeita equação