Diário do webspaço

Wednesday, October 06, 2010

Serra defende ações do governo FH



Declarações
Serra defende ações do governo FH, como a privatização das telecomunicações

Publicada em 06/10/2010 às 21h26m
André de Souza, Cristiane Jungblut e Adriana Vasconcelos



BRASÍLIA - O candidato a presidente do PSDB, José Serra, defendeu nesta quarta-feira as privatizações do governo Fernando Henrique, especialmente na área de telecomunicações, destacando que houve um barateamento no custo das linhas telefônicas que, de tão caras, chegavam a ser declaradas no imposto de renda. Para Serra, o PT também aprova as privatizações feitas nessa área. (Leia também: Dilma inicia segundo turno com carreata pela Baixada Fluminense )

Elogiam a abertura de telecomunicação. Elogiam até hoje

- Elogiam a abertura de telecomunicação. E elogiam até hoje - afirmou.
(Veja galeria de imagens da reunião)

A defesa foi feita durante encontro com aliados que disputaram esta eleição ou que ainda vão concorrer neste segundo turno. Mais cedo, o senador eleito por Minas Gerais Aécio Neves (PSDB) também defendeu o legado do ex-presidente .

- Devemos defendê-lo com toda a altivez. Não haveria governo Lula sem governo FH.

Na reunião desta quarta, Serra também elogiou o ex-presidente Itamar Franco, que também estava presente.

- Foi o Itamar que deu cobertura para o Fernando Henrique implantar o Plano Real.O Plano Real é do Itamar e do Fernando Henrique - afirmou Serra, ressaltando que:

- O presidente Itamar foi um exemplo de decoro nesta campanha.

Serra também cobriu de elogios outros candidatos, como o senador Tasso Jereissati, que não conseguiu se reeleger este ano, além de ressaltar que ele próprio é um candidato de "vida limpa" e "mãos limpas".

Já o PT foi novamente criticado pela postura adotada em 1985, durante o processo de redemocratização, quando o opositor ao regime militar, Tancredo Neves, foi eleito presidente por via indireta.

- (O processo de redemocratização) não contou naquele momento com apoio do PT, que puniu os seus deputados que votaram em Tancredo Neves contra Paulo Maluf (o candidato do governo).
Serra critica PT e o presidente Lula

Serra também fez outras críticas ao PT, como ao presidente Lula. Sem citar o nome do presidente, ele disse que o PSDB é uma oposição que se preocupa com o futuro do país e que, como governo, não tem o desejo de exterminar a oposição.

- Não vou tratar a oposição como inimiga da pátria. A oposição é necessária para a democracia - disse ele, que chegou a fazer troça com atuação tucana como oposição.

- Dizem que o PSDB fez uma oposição de banana. Talvez seja verdade - disse ele, para quem o partido é uma oposição responsável, lembrando uma frase que ele atribuiu a Fernando Gabeira (PV), candidato derrotado ao governo do Rio de Janeiro:

- O PSDB é governo no exílio. Sai (do poder) e continua preocupado com o futuro do país, com as coisas que devem ser feitas.

- Eu não vou governar como presidente para um partido, uma facção. Nós vamos governar juntos. Nenhuma força política vai ser ameaçada de liquidação - disse Serra, em referência ao discurso do presidente Lula em Santa Catarina dizendo que queria "extirpar o DEM".

Serra criticou ainda o PT, que segundo ele, "tem duas caras".

- Se o PT tem "X" militantes, multiplica por 1,5, porque metade tem duas caras.
Tucano comete ato falho e diz que é a favor do aborto

Em ato falho, Serra disse que é favor do aborto, para logo depois se corrigir, se posicionando contrariamente. Ele ainda criticou a adversária petista, Dilma Rousseff, que no passado defendeu a descriminalização do aborto e agora é contra, com o objetivo de não perder votos dos eleitores mais conservadores.

- Eu nunca disse que sou contra o aborto, porque eu sou favor - disse ele, que logo se corrigiu:

- Eu nunca disse que sou a favor do aborto, porque eu sou contra.

Após a confusão, Serra voltou a elogiar a terceira colocada na eleição, Marina Silva (PV), cujos votos são disputados tanto por Serra quanto por Dilma. Segundo o tucano, Marina é uma pessoa íntegra e fez um grande bem pela democracia nesta eleição.

- (Marina) aproximou gente que não gosta de política. E não gostar de política é fatal para a política.

Ele ainda criticou os adversários, cujo modelo de governar não seria correto.

- Nós não queremos um Brasil parecido com a casa da mãe Joana, em que os políticos fazem o que querem quando querem.

A candidata do PSC ao governo do Distrito Federal, Weslian Roriz, também compareceu ao encontro do presidenciável. Ela foi designada pelo marido, Joaquim Roriz, com problemas com a Lei da Ficha Limpa, para substituí-lo nesta eleição.

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